Centros de Acolhimento

Os Centros de Acolhimento da Associação Remar em Portugal tiveram desde sempre um resultado e uma aceitação excepcionais. Tal iniciativa permitiu que milhares de pessoas saíssem das ruas, da toxicodependência, das prisões, da prostituição, da delinquência e de todo a sorte de marginalidade. 

Foram, e continuam a ser, auxiliados na sua restauração física, mental, profissional e familiar. 

Muitos dos que entraram nos nossos Centros de Acolhimento foram reabilitados e reintegrados nos seus trabalhos e famílias. Muitos outros permaneceram em Remar, tendo dedicado as suas vidas ao serviço ao seu próximo, trabalhando em favor dos necessitados e excluídos. São mais de 50000 as pessoas que em Portugal beneficiaram da atividade da Associação Remar. 

O início da nossa atividade em Portugal, em 1989, faz-se pela necessidade de combater o flagelo da toxicodependência. Era um fenómeno emergente para o qual o país não estava ainda preparado, e a Associação Remar veio preencher essa lacuna através da criação dos Centros de Acolhimento.

Nos primeiros anos de atividade da Associação Remar em Portugal, e porque ainda nos encontrávamos em estado embrionário, os pedidos de auxílio eram mais do que a nossa capacidade para os atender. 

Só na zona de Lisboa, chegavam às nossas portas cerca de 40 pessoas por dia. O primeiro Centro de Acolhimento foi criado na Quinta da Bela Vista, em Penafiel, sendo hoje vinte e três os Centros espalhados por todo o país. Isto ilustra um dos princípios de Remar: nunca recusar ajuda, dar entrada imediata e manter as portas abertas 24 horas por dia. Reconhecer a necessidade de ajuda é um passo difícil para um toxicodependente e é particularmente relevante a disponibilidade de Remar para não perder essa oportunidade de os auxiliar. 

Uma das características dos Centros de Acolhimento é a sua localização fora dos centros urbanos. O isolamento é necessário para a Primeira fase: a desintoxicação. Aqui as pessoas aprendem outro dos princípios de Remar: o da “partilha” e o da “vida em comunidade”. 

Após a recuperação física e mental, começa a Segunda fase, onde se aprontam as pessoas para a reinserção nas suas famílias e na sociedade; é ainda nesta fase que se preparam os que tencionam servir o seu próximo, ajudando-os a sair do atoleiro onde estes se encontravam.

É convicção da Associação Remar que a reabilitação e a reinserção dos beneficiários dos Centros de Acolhimento passe pela ocupação dos seus tempos livres. As Atividades de Formação são uma das acções que se realizam de acordo com a disponibilidade de meios do Centro de Acolhimento. O trabalho laboral ocupa os utentes durante o dia, seja na manutenção dos espaços, seja na sua adaptação às necessidades dos mesmos. Estas actividades são diversificadas. 

Queremos continuar a servir aqueles que precisam de nós, e enquanto houver pessoas necessitadas e excluídas a Associação Remar está e estará disponível para o fazer.

 

 
 

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